Tcheka depois de 14 anos,no palco do Kriol Jazz

Tcheka depois de 14 anos,no palco do Kriol Jazz

Partilhar

A segunda noite do Kriol Jazz Festival,foi marcada com grande atuação do artista compositor e guitarrista cabo-verdiano Tcheka, conquistou vários olhares, com o seu repertório especial que encantou e fez o público do jazz vibrar.

Tcheka acompanhado da sua guitarra rústica, brindou o público com três das oito faixas inéditas da sua autoria, do sexto álbum intitulado de “Espera Mundo”, este que representa o sucesso de 24 anos de carreira do músico, Manuel Lopes Andrade (Tcheka).
Apresenteou os fãs com os temas “Cetam”, “Espera Mundo” e “Mar de Fogo” que faz parte do seu recente disco.

“Há anos que muitos fãs estavam à minha espera, como compositor e músico estava com ansiedade de mostrar, porque as pessoas no lugar de fãs exigem muito, e como compositor precisava ver o que já fiz e o que necessitava ser feito, o que eu quero e vou fazer”, afirmou,que durante este tempo, estava a trabalhar nas novas letras, a refazer para ter o resultado apresentado hoje.

De seguida a atuação do instrumentista natural de Flórida, Estados Unidos da América, Roosevelt Collier, um virtuoso do lap Steel (guitarra eléctrica) que classificou cantar no kriol Jazz Festival, pela primeira vez, que é um “sentimento incrível”.

“Estivemos três anos à espera para estar aqui, esperei a vida toda para participar neste evento, e hoje estou aqui, consegui, e não há palavras para exprimir o sentimento que está aqui dentro, estar no palco foi incrível, com grandes performances e óptimas pessoas e estou muito grato”, disse, agradecendo ao povo cabo-verdiano pela calorosa recepção.

Por voltas das 23h10,na pracinha da escola grande,com uma recepção bastante calorosa do público, a artista brasileira Luedji Luna, entrou no palco do kjf, exibiu o seu novo álbum “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’água” pela primeira vez fora do Brasil.

A compositora e cantora natural da Bahia esteve acompanhada pela sua banda multicultural composta por seis elementos e interpretou vários temas, fez o público a dançar e cantar ao som de vários estilos com Jazz, hip hop, reggae, MPB e ritmos do Congo.

“Desde o meu primeiro álbum que sou uma artista muito honesta com a música. Arrisquei desde o primeiro trabalho discográfico, fiz o meu disco com um músico queniano que está comigo até hoje, um do Congo, um baixista cubano, um produtor sueco. Então, a mistura e a pesquisa sonora sempre foram algo muito do meu trabalho.”

O fecho do segundo dia do KJF, ficou ao cargo do grupo Bamba Wassoulou Groove, proveniente do Mali, que agitou o público do início ao fim com a sua energia, dança e “as suas batidas intensas, o funk picante e aos solos de rock’n’roll”.

“É a minha primeira vez em Cabo Verde. O show correu muito bem e estamos muito felizes. Agradecemos imenso. Cabo Verde tem um bom público, um público vibrante”, falou a vocalista do grupo Ousamane Diajité que com a sua presença no palco envolveu os presentes de uma forma sonífera.

O recinto foi marcado por poucas centenas de pessoas no primeiro dia, com bilhetes pago, kriol Jazz Festival, que terminou por volta das 02h05 da madrugada com ritmos quentes do Mali.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.