A segunda noite do Kriol Jazz Festival,foi marcada com grande atuação do artista compositor e guitarrista cabo-verdiano Tcheka, conquistou vários olhares, com o seu repertório especial que encantou e fez o público do jazz vibrar.
Tcheka acompanhado da sua guitarra rústica, brindou o público com três das oito faixas inéditas da sua autoria, do sexto álbum intitulado de “Espera Mundo”, este que representa o sucesso de 24 anos de carreira do músico, Manuel Lopes Andrade (Tcheka).
Apresenteou os fãs com os temas “Cetam”, “Espera Mundo” e “Mar de Fogo” que faz parte do seu recente disco.
“Há anos que muitos fãs estavam à minha espera, como compositor e músico estava com ansiedade de mostrar, porque as pessoas no lugar de fãs exigem muito, e como compositor precisava ver o que já fiz e o que necessitava ser feito, o que eu quero e vou fazer”, afirmou,que durante este tempo, estava a trabalhar nas novas letras, a refazer para ter o resultado apresentado hoje.
De seguida a atuação do instrumentista natural de Flórida, Estados Unidos da América, Roosevelt Collier, um virtuoso do lap Steel (guitarra eléctrica) que classificou cantar no kriol Jazz Festival, pela primeira vez, que é um “sentimento incrível”.
“Estivemos três anos à espera para estar aqui, esperei a vida toda para participar neste evento, e hoje estou aqui, consegui, e não há palavras para exprimir o sentimento que está aqui dentro, estar no palco foi incrível, com grandes performances e óptimas pessoas e estou muito grato”, disse, agradecendo ao povo cabo-verdiano pela calorosa recepção.
Por voltas das 23h10,na pracinha da escola grande,com uma recepção bastante calorosa do público, a artista brasileira Luedji Luna, entrou no palco do kjf, exibiu o seu novo álbum “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’água” pela primeira vez fora do Brasil.
A compositora e cantora natural da Bahia esteve acompanhada pela sua banda multicultural composta por seis elementos e interpretou vários temas, fez o público a dançar e cantar ao som de vários estilos com Jazz, hip hop, reggae, MPB e ritmos do Congo.
“Desde o meu primeiro álbum que sou uma artista muito honesta com a música. Arrisquei desde o primeiro trabalho discográfico, fiz o meu disco com um músico queniano que está comigo até hoje, um do Congo, um baixista cubano, um produtor sueco. Então, a mistura e a pesquisa sonora sempre foram algo muito do meu trabalho.”
O fecho do segundo dia do KJF, ficou ao cargo do grupo Bamba Wassoulou Groove, proveniente do Mali, que agitou o público do início ao fim com a sua energia, dança e “as suas batidas intensas, o funk picante e aos solos de rock’n’roll”.
“É a minha primeira vez em Cabo Verde. O show correu muito bem e estamos muito felizes. Agradecemos imenso. Cabo Verde tem um bom público, um público vibrante”, falou a vocalista do grupo Ousamane Diajité que com a sua presença no palco envolveu os presentes de uma forma sonífera.
O recinto foi marcado por poucas centenas de pessoas no primeiro dia, com bilhetes pago, kriol Jazz Festival, que terminou por volta das 02h05 da madrugada com ritmos quentes do Mali.
















