A base para quebrar “ciclo vicioso” é aposta para o governo promover a ascensão social e económica das famílias mais pobres, através da universalização do ensino pré-escolar e da gratuitidade do ensino básico e secundário.
A garantia foi dada pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, hoje de manhã, na Cidade da Praia, durante a conferência sobre intervenção da sessão de apresentação do programa Mobilização pela Aceleração da Inclusão Social (MAIS).
Conforme o chefe do Governo, é possível e necessário quebrar esse ciclo vicioso através da educação, formação, de cuidados e de criação de oportunidades, salientou que o conceito deste programa não é assistencialismo, mas sim criar condições para as pessoas serem autónomas.
“Apostamos na base, através da universalização do ensino pré-escolar, da gratuitidade do ensino básico e secundário, de cuidados e da protecção das crianças e dos adolescentes para quebrar o ciclo da pobreza que se transmite de pais para filhos e acabar com a lógica de filhos pobres de pais pobres por falta de oportunidades”, afirmou.
Segundo Ulisses Correia e Silva foi disponibilizado, o acesso a rendimentos através do Rendimento Social de Inclusão para que as famílias em situação de pobreza extrema, possam ter meios para cuidar dos filhos e possam aceder a programas de inclusão produtiva para passarem a ter autonomia na vida.
“Vamos alargar o acesso à pensão social do regime não contributivo para que os idosos, que são muitas vezes a cara da pobreza, tenham condições mínimas de dignidade de vida, o acesso a cuidados dirigido a crianças, idosos, pessoas com deficiência e doentes crónicos permitindo aliviar as famílias pobres de encargos que afectam fortemente as suas vidas e dos seus dependentes”, sublinhou.
Por outro lado, vai ser alargada a cobertura da isenção da taxa moderadora de saúde para os membros das famílias em situação de pobreza extrema.
Para o chefe do Governo, eliminar a pobreza extrema pressupõe fazer com que as pessoas saiam dessa situação de uma forma sustentável e terem acesso à dignidade, proteger e ao mesmo tempo construir soluções para a autonomia e ascensão social e económica das famílias e uma atitude desenvolvimentista.
“Significa por parte dos cidadãos e das famílias em situação de pobreza, uma atitude de resiliência e de superação. Ajudamos para que possa sair da pobreza, mas sua vontade e responsabilidade também contam para que isso possa acontecer”, referiu.
Segundo explicou, o programa pretende engajar o País e contar com parcerias e compromissos fortes das associações comunitárias, das Organizações Não Governamentais (ONG), das empresas, igrejas, câmaras municipais, diáspora e dos cidadãos em geral.
Ao finalizar, adiantou que o Governo vai criar brevemente um Fundo para financiar o programa Mais para além das dotações que já estão alocadas a determinados componentes do programa.
