A futura primeira-dama, Débora Katiza Carvalho, falou hoje, na Cidade da Praia, que a solidariedade social será uma das causas que vai trabalhar, com vista a uma “habitação condigna” para os cabo-verdianos, assim como a “maternidade e paternidade responsáveis”.
“São causas que com o ‘djunta mon de todos’ os cabo-verdianos, aqui em Cabo Verde, mas também os que estão na diáspora poderão certamente ajudar a materializar e mudarmos a realidade cabo-verdiana”, indicou Débora Katiza Carvalho.
A futura primeira-dama fez essas considerações à imprensa, à saída de um encontro com Lígia Fonseca, mulher do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.
Segundo ela, a primeira-dama lhe transmitiu um pouco da sua experiência durante os dez anos que sustentou este título.
“O encontro decorreu na cordialidade e na simpatia que a Dra. Lígia Fonseca já nos habituou”, afirmou Débora Katiza Carvalho, que acompanhou o Presidente da República eleito, José Maria Neves, ao primeiro encontro com o chefe de Estado cessante, Jorge Carlos Fonseca.
Informou aos jornalistas que abordou com a ainda primeira-dama assuntos relativos aos vários projetos que esta levou a cabo, assim como um pouco da vida no Palácio.
“Ela foi dando uns conselhos bastante agradáveis e foi uma conversa bastante agradável e simpática”, afirmou, referindo-se ao encontro com Lígia Fonseca.
Perguntada se já pensou em algum projeto social, respondeu nesses termos: “Tenho exercido a minha cidadania já há muitos anos. Os cabo-verdianos podem contar com o reforço desta cidadania. Têm sido várias as causas pelas quais eu tenho lutado ao longo de vários anos, antes de conhecer o agora eleito senhor Presidente da República. Já desenvolvi várias causas, nomeadamente uma que me é particularmente cara, devido ao país que temos, que são as alterações climáticas”.
Lembrou que a Fundação José Maria Neves para Governança tem igualmente trabalhado as questões referente ao combate contra as alterações climáticas.
Na sua perspetiva, o Presidente agora eleito tem tido uma preocupação sempre com a paridade, sublinhou, “como ele costuma dizer, nasceu gêmeo e então tem sempre essa preocupação em relação à proteção das mulheres”.
“São muitas as qualidades do José Maria Neves que foram visíveis nos 15 anos, enquanto primeiro-ministro, e, certamente, continuarão a ser enquanto Presidente da Republica”, defendeu a futura primeira-dama.
A cerimónia oficial da tomada de posse do Presidente da República eleito, José Maria Neves, vai ser anunciada pelo Parlamento para os primeiros dias de Novembro.
