“Assumo a responsabilidade de ser um embaixador da música cabo-verdiana”

“Assumo a responsabilidade de ser um embaixador da música cabo-verdiana”

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Djodje, que começou a carreira musical aos 12 anos, é hoje um dos artistas mais aclamados dos PALOP. Conta, no momento, com cinco álbuns no mercado.

Aos 32 anos de idade, Dlodje completou 20 anos de carreira e celebrou a data com o álbum “Mininu di Oru”. Numa entrevista por escrito ao Expresso das Ilhas o artista fala do seu novo disco e da sua carreira artística.

Djodje diz sentir-se orgulhoso por estar a fazer aquilo que mais gosta e sabe fazer com mestria. “É motivo de orgulho poder dizer que depois de 20 anos do sonho nascer continuo ainda aqui a fazer o que mais gosto”.

Filho de pais músicos, nascido na Cidade da Praia, desde sempre se interessou pela música, inspirado nos exemplos da sua família e influenciado pelo ambiente em que foi crescendo.

Fez a sua aprendizagem musical de forma natural e progressiva, muitas vezes de forma autodidacta e com ajuda dos seus familiares e amigos, mostrando desde sempre uma natural habilidade para os instrumentos e uma melodiosa voz que foi moldando com o passar dos anos.

Com dez anos formou um conjunto com familiares e amigos, o grupo TC.

No ano 2000, aos 11 anos, Djodje ganhou um concurso de pequenos cantores na cidade da Praia, alavancando a sua carreira para outros patamares.

Em 2001, juntamente com os TC, gravou numa colectânea de Verão a música “Volta”, que se tornou um autêntico “hino” nesse ano, sendo considerada “música do ano” em Cabo Verde e com muito sucesso em Portugal e nos PALOP.

Em 2006, Djodje lança o seu primeiro álbum a solo intitulado “Sempre TC”, em homenagem ao grupo, recolhendo as melhores críticas da imprensa da especialidade em Cabo Verde e não só.

O álbum que contou com a participação de artistas de renome como Don Kikas, Heavy H, os TC, entre outros, proporcionou às pistas de dança africana sucessos como “Tchás Fala” e “Misteriosa”, que o levou a actuar a nível internacional em países como Portugal, Holanda e Luxemburgo.

Em 2007, num regresso esperado, os TC lançaram o primeiro álbum de inéditos enquanto grupo e fizeram concertos tanto em Cabo Verde como no exterior tendo realizado uma tournée por Brasil e Portugal.

Em 2009, Djodje juntou-se ao irmão mais velho (Peps) e ao primo (Ricky Man), também elementos dos TC, e criaram a sua própria editora chamada Broda Music, que editou nesse mesmo ano o álbum do artista Ricky Man, produzido musicalmente por Djodje, disco este, considerado por muitos o melhor álbum de kizomba de 2009.

Em 2010 o artista lançou o seu segundo álbum a solo, “Check-In”, que conta com sucessos como: “Close Your Eyes’’, “Proibido” e “Na Nha Sonho”. Em 2011 Djodje ganha o prémio de melhor Zouk/Kizomba MOAMAS (Museke Online Afrika Music Awards) com a música “Proibido”.

Dois anos mais tarde, lançou o seu 3.º álbum a solo, que conta com grandes sucessos: “Um Segundo”, em parceria com os Ferro Gaita, “Txukinha”, “Nha Música”, “Kriola”, entre outros.

Em 2014, juntamente com Ricky Man e Loony Johnson, lança o single “Uma Chance”, um grande sucesso em Portugal e Cabo Verde.

Este ano (2021), Djodje lançou o seu mais recente álbum, intitulado “Mininu Di Oru”. A chegada desse álbum veio celebrar os seus 20 anos de carreira.

Além do novo álbum “Mininu Di Oru”, da sua discografia constam outros trabalhos como “Sempre TC” (2006), “Check-in” (2010), “Feedback” (2013) e “Newborn” (2019).

Sobre a sua carreira musical, Djodje afirma que vê com bons olhos tudo o que tem conseguido ao longo desses anos. “Tendo em conta que ao longo desse tempo tenho conseguido cumprir os meus objectivos e sinto que a minha carreira está bem sólida”.

Em 2017 esgotou o Coliseu dos Recreios, uma das maiores salas de espectáculo da capital portuguesa. “Em 2017 tive a honra e o prazer de pisar o Coliseu e esgotá-lo num concerto em nome próprio e, com certeza, é algo que me vai marcar para sempre”.

E já em 2019 também esgotou o Campo Pequeno. Em relação à Altice Arena, o artista assegurou que é uma meta que quer alcançar mas “tudo a seu tempo”.

“Mininu Di Oru”

Em relação ao seu novo disco, Djodje explicou que tem tudo a ver com o reflexo do carinho das pessoas que o acompanham desde criança na música e “também assumo a responsabilidade de ser um embaixador da música cabo-verdiana e dar o meu máximo para elevar a nossa cultura”.

Este disco, conforme o artista, demorou nove meses, o tempo da gestação de uma criança. Para Djodje é uma grande coincidência. “Este disco celebra os meus 20 anos de carreira. Comecei em 2001, juntamente com os TC, com a música `Voltá` e 20 anos depois tenho Mininu di Oru”.

Djodje conta que durante todo esse tempo muita coisa mudou na sua vida e os objectivos também. “Consoante alcanças um surgem sempre outros”.

Este disco contou com participações de artistas como Deejay Télio, Julinho KSD, Irina Barros, o conceituado artista da Guiné-Bissau Manecas Costa, o português Syro ou o grande nome do hip hop brasileiro Emicida.

Djodje diz que neste novo trabalho está mais maduro, mais eclético mas ao mesmo tempo com um estilo mais Afro Pop, e “também podem sentir que não foi um trabalho de uma só pessoa, é um trabalho de equipa”.

“Vuvuza”

O artista está em Cabo Verde numa festa que Broda Music está a promover que é intitulada “Vuvuza”, cujo espectáculo teve início no sábado, 4, no espaço Tchida Arena, na ilha do Sal.

No dia 10, “Vuvuza” esteve na ilha do Fogo, e no dia 11, a Cidade da Praia recebeu este espectáculo. E esta sexta-feira, 17, “Vuvuza” estará na ilha de São Vicente. Já no dia 18, Djodje tem agendado um show no concelho de Porto Novo, Santo Antão. 

Fonte: Expresso das ilhas.

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