O último dia, quarta-feira, 15, começou com as boas vibrações de Marinu no palco da Rua Pedonal e que entrou a cantar “Nha Namorada” de Gil Semedo. Durante a sua atuação,interpretou cancões do seu primeiro álbum “Kontributo” em que o público vibrou com a música “Amor pa Cabo Verde”.
“Para mim, a música é vida e faço o meu melhor para entregar o máximo de energia que o público precisa, acho que consegui tocar cada promotor que está cá”, afirmou emocionado com a sua primeira atuação no AME.
Em seguida, na Praça Luís de Camões, foi a vez do americano Alex Dennis, conhecido com o nome artístico Dutch Kalus, cantou para o público alguns temas de vários géneros musicais desde o reggae às sonoridades com toque de jazz, mas também com influências latinas.
O artista,revelou que o AME foi o maior palco que já pisou até então na capital e mostrou-se agradado com a reação do público.
Os seus dois singles de estreia que vão sair agora (Never Know e The Weekend) contaram com a participação do cabo-verdiano Khaly Angel com o qual tem por hábito trabalhar.
Com performance bastante artística Bruno Capinan levou o público às raízes do Brasil através do mar. “Esperei dois anos para estar com vocês”, afirmou aos microfones do palco da Rua Pedonal.
A carreira deste artista tem uma ligação forte, à Cesária Évora, já que foi quando Bruno Capinan ouviu a Diva dos pés descalços cantar pela primeira.
“Cesária Évora foi quem me inspirou a ser quem eu sou, a ser cantora. Quando eu cheguei no Canadá em 2002 e escutei Cesária Évora eu disse: “Meu Deus, eu quero ser isso, quero representar o meu país como Cesária Évora representou (o seu)”.
Com menos dois elementos na banda por terem testado positivo para a covid-19, o artista explicou que teve de improvisar em palco. “Eu não estou aqui para me vender (no AME), estou aqui para me conectar com o povo da Praia e de Cabo Verde”.
Regressando ao palco da Pracinha,já estava no palco o canadense de origem tunisina, King Abid que confessou que esta era a primeira vez que estava a atuar num país africano para além da Tunísia. “Obrigado, morabeza”.
King Abid que confessou ter recuperado a voz recentemente já que na viagem para Cabo Verde ficou afónico, levou o público até à Jamaica numa atuação muito enérgica que animou o público. O performer que é também DJ também trouxe ritmos do norte de África e não deixou de tocar tambor.
O ritmo musical alterou-se completamente com o Scúru Fitchádu e seu funaná em registo punk na voz enigmática de Sette Sujidade, nome artístico do artista de origem cabo-verdiana, mais concretamente da ilha do Fogo, Marcos Veiga.
Este projeto artístico que veio de Portugal trouxe momentos de muita intensidade na Rua Pedonal e levou o público à euforia com a batida acelerada e rimas revolucionárias em crioulo.
“Este é o show mais importante da minha carreira”, afirmou Sette em palco onde também dançou, tocou ferro e gaita.
“Scúru Fitchádu é um nome cujo significado me representa na minha vivência em Portugal. É uma mensagem de força, de animação e de empoderamento”, explicou o músico que diz ir beber no funaná de Santiago e por isso ficou mesmo contente com a receção que teve no AME.
O músico que prometeu
voltar para uma temporada de inspiração em Cabo Verde disse que a próxima sonoridade que quer explorar é o talaia baxu.
De volta à Praça Luís Camões,atuando pela primeira vez no palco do AME, Trakinuz juntou uma plateia significativa e animou o público com um show que fez questão de salientar que foi pensado num registo diferente do habitual, inclusive “sem tanto rap”.
“Este palco é um sonho”, afirmou o rapper antes de fazer uma homenagem à Cesária Évora.
O show prosseguiu ao som de vários hits do seu recente álbum “Rapazinho de Fora” e onde não poderia faltar o tema “Judite”, para alegria do público que cantaram todos os temas.
Trakinuz anuncia,que em breve irá lançar mais músicas do seu novo álbum é composto por 14 faixas musical.
Já quase no final das atuações, o artista June Freedom encerra o palco na Rua Pedonal perante uma vasta plateia jovem, nesta que foi a primeira apresentação com banda ao vivo dos temas do álbum Anchor Baby. “Preta”, “Si Ki Min Kré”, ” Andreia” e o mais recente “Simplicity” foram algumas das canções interpretadas e que os fãs cantaram.
“Foi uma energia incrível. Vocês sentiram? Não estava à espera, porque lancei as músicas recentemente. Gosto de fazer música e gosto de saber que as pessoas estão a apreciar. Foi o meu melhor show”, afirmou o June.
Ainda para este mês, June promete um novo trabalho musical e diz estar muito grato com o impacto do Anchor Baby junto do público.
Questionado sobre futuros shows em Cabo Verde, June afirma que está aberto a convites.
Os acordes finais ficaram nas mãos do grupo francês Grém Semé, da Ilha da Reunião, que regressaram ao AME depois de terem estado no evento em 2016.
A banda de cinco elementos que se “apresentam cautelosamente como autores de “Progressive Maloya””, trouxe temas do mais recente álbum Hors Sol para o público quando já passava das 00h00.
Essa 8ª edição da AME decorreu bem, não teve nenhum incidente.
A noite foi encerrada na Quebra Canela, no espaço Osteria com animação da Dj Marcy De Pina.
Assim encerra a 8ª edição do Atlantic Music Expo, que segundo, o seu director “Augusto veiga”, que fez o balanço positiva desta edição e que
pela primeira vez teve uma edição na ilha de São Vicente.








































